Sunday, February 26, 2006

SALÁRIOS

E se o valor dos salários dos professores universitários portugueses estivesse dependente de avaliação? Pois é... Já cá está em discussão, na UH, desde o ano passado mas agora, de facto, vai entrar mesmo em vigor...

5 Comments:

Blogger Tascas e Copos said...

Acho muito bem, todo e qualquer profissional deve ser avaliado, como é obvio, e em minha opinião deve ter um salário de acordo com a sua produtividade, isto é, deve ter um valor base e receber em função daquilo que produz e não ficar a ver passar navios sem estímulos que o levem a produzir cada vez mais e a melhorar continuamente.

2:37 PM  
Blogger Zé Côdeas said...

Muito bem... E como fazes a avaliação?

4:20 PM  
Blogger Tascas e Copos said...

Seria necessário, por exemplo, em áreas de investigação, que a avaliação dos docentes não fosse feita apenas com base na investigação produzida, teria que se ter em conta a capacidade pedagógica de cada um.
Por outro lado, as actividades docentes e escalão "inferior", entenda-se "inferior", não como uma ofensa, mas como uma maneira de hierarquizar as coisas, devreriam ser avaliadas, com base, por exemplo, no tempo que demoram a corrigir os testes, nas aulas de apoio que dão aos seus alunos, no cumprimento atempado do plano curricular, entre outros.
Não digo que esta avaliação seja uma tarefa fácil, a maior dificuldade é a propria resistência das pessoas envolvidas, isso sim, é o mais difícil.

11:25 AM  
Blogger Zé Côdeas said...

Em teoria, está (quase) tudo certo, mas...

1. Como avaliar a capacidade pedagógica de um docente?

2. "no tempo que demoram a corrigir um teste"? Qualquer professor pode demorar 1 ou 10 horas a corrigir um exame de uma turma. Como? Recorrendo, e.g., ao "olhómetro"...

3. nas aulas de apoio? Achas que algum professor está disposto a isso? Com que base? Com que critérios? Estaria a entidade reguladora (o ministério, por exemplo) disposta a pagar por isso, mesmo que tal dependesse da vontade do professor?

4. no cumprimento do plano curricular? Demasiado subjectivo e facilmente ultrapassável...

Quer dizer que sou contra a avalição dos docentes? Não, pelo contrário!
Em parte, é essa tal resistência que dificulta... Mas achas que, se fosse só por isso, a avaliação não teria já avançado? O lobby dos profesores é francamente fraco (então se compararmos com outras profissões, como os médicos, por exemplo, é fraquíssimo!) Fazer uma avaliação decente implica também investimento financeiro por parte dos ministérios... Achas que alguém alguma vez esteve verdadeiramente interessado nisso?

Outra: e.g., os professores do ensino não superior, ao contrário do que se diz, SÂO AVALIADOS. Avaliados deficitariamente, na minha opinião: através de créditos conseguidos pelas acções de formação; e por relatórios (a maior parte das vezes, constitui um "pro forma" para as progressões na carreira).
Mas, então, quem ganha com todo este "satus quo"? Os professores? Não, necessariamente... Essas acções de formação saõ realizadas por empresas de formação, institutos de formação, etc, etc... Bastaria ver quem anda nas direcções delas e confrontar com listas de militantes partidários e certas pessoas colocadas nos ministérios. Como diria o BlueDrake, anda muita gente a "meter dinheiro ao bolso"... Poucos é que não reparam que a educação é um grande negócio... Um professor "normal" acaba por ser apenas um fantoche neste grande teatro humano (sem deixar de referir também os professores formadores, que acabam também por ganhar "o seu").
Queres que te fale no caso do inglês no primeiro ciclo? O "Joselito" anunciou e (quase) toda a sociedade aplaudiu... Sabes quais os interesses que andam por detrás de tudo isso? Sabes em quantos milhões está o Estado a ser lesado? E se eu te dissesse que o esse programa está dependente das autarquias? E que, no caso de Lisboa, uma vereadora é presidente da escola de línguas mais escolhida? E que o Estado anda a pagar privados para essas aulas enquanto andam professores de Inglês a receber subsídio de desemprego? Mas, isto, não se sabe, pois não?

Outra: sabes que os professores contratados, no final do ano (ou seja, final do contrato) devem realizar um relatório? Achas que todos o fazem? Em parte, de quem é a culpa? Dos que deviam ser responsáveis, ou seja, os Conselhos Directivos das respectivas escolas... ... Agora, BlueDrake, vem dizer que a culpa disso também é dos políticos;) Inspeccção, não? Mas isso não custa €€€€?...
O clima de exigência deveria partir de todos nós mas, como somos muito bons a descartar culpas...Proponho até uma mudança no hino nacional: em vez de "Às armas, às armas", proponho "Os outros, os outros"...

Então, tascas, ainda achas que a principal causa é a resistência dos professores?

7:52 PM  
Blogger Tascas e Copos said...

Não, em minha opinião é que a resistência está em cada um, entende como quiseres! Basicamente o melhor é alguém ter tomaaa.....tes para decidir caso contrário nada de faz. Qualquer decisão tem os seus "Prós e Contras".
Esta conversa mais parece política...é melhor parar por aqui!

4:38 PM  

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