Wednesday, March 01, 2006

E não é que o nosso "Joselito" vem cá a Helsínquia? Bendito plano tecnológico! Acabei de receber um pedido de entrevista da RTP... Adivinhem, quem será o repórter?... É ele mesmo: o "inagualável" António Esteves Martins! Por razões de "estratégia", referi ter uma aversão às câmaras de televisão... Prefiro que os Portugueses vejam as belas imagens de Helsínquia enquanto ouvem a minha voz:)))

P.S. A imagem que está no "link" mostra a catedral de Helsínquia. O edifício, onde está o meu gabinete, aparece à sua esquerda...

http://jornaldigital.com/noticias.php?noticia=9692

2 Comments:

Blogger Zé Côdeas said...

Coloquei o mesmo link (da notícia) na página da Lusofin (comunidade tuga da Finlândia) e eis o comentário que aparece este comentário interessante de um português que já vive cá há algum tempo:

"visitar um país que efectuou uma profunda
transformação económica, graças à introdução bem sucedida de novas tecnologias e ao investimento nos recursos humanos"

Ora bem, é assim: esta "profunda transformação económica" aconteceu a seguir a uma profunda crise.
Essa do "investimento nos recursos humanos" faz-me rir, porque o investimento foi feito na educação, a nível do governo, há mais de 30 anos.
Dizer "investimento nos RH" parece que foram as empresas a tomar iniciativa sozinhas.

Óbvio que, quando os trabalhadores se viram
confrontados com a imensa crise de 1991-93, puderam aumentar a produtividade por serem operários *qualificados*.
A aposta feita no passado nos cursos técnicos (ammatikoulu) e nos politécnicos (AMK) rendeu, e muito.
Isso e na colaboração estreita entre Universidades e empresas (do qual a Univ. Técnica de Helsínquia+Nokia é o mais visível).

A questão é o chamado "trabalho de equipa" entre governos de cores distintas, associações patronais, e
sindicatos, a bem da sociedade em geral (situação que, mesmo com a globalização, continua, embora, de quando em
vez, lá venha uma greve).

É a tal história: quem estuda, consegue encontrar novas maneiras, mais eficientes, de trabalhar.

Por isso a Finlândia sobrevive à globalização: os empregos que vão são os de "apertar botões", pq esses são fáceis de deslocar, agora deslocar "cérebros" é
sempre muito mais custoso. Induquem-se!

Conclusão: "choques tecnológicos" não acontecem por acaso, nem frutificam em pouco tempo. É óptimo que comecem, é certo, mas só espero que os planos não sejam cancelados por descobrirem que, afinal, isto demora tanto tempo e os resultados são tão pouco
visíveis que não dão votos, logo, vamos voltar ao Portugal de sempre, o dos 4 FFFF.

Agora os presunçosos finlandeses poderiam era ir a Portugal e trazer a nossa cozinha tradicional, e calarem-se de vez com as manias que na Finlândia se come bem. Qualquer simples vitela à jardineira bate
qualquer "karjalan paisti" (estufado[?] careliano) aos pontos. AH POIS É!"

Sintomático, não é?

8:08 PM  
Blogger Zé Côdeas said...

Pois é, amigos...

Até agora, estou eu à espera de um contacto de António Esteves Martins e companhia;)... Muita necessidade, muitos pedidos e, no final, nem um contacto a dizer algo... Sim, porque devem pensar que não tenho mais nada a fazer na vida... Tolo fui eu
que até me ofereci para recebê-los cá¡.

De facto, nem lhes interessou:
- o trabalho de colocar a informação na Lusofin;
- de arranjar alguém da Nokia;
- a paciência e o trabalho de fazer o pedido oficial de autorização superior (obrigatória) à
Presidente;
- cortar a minha estadia de fim-de-semana em Lahti,
etc, etc...

Enfim, nem vou dar mais importância ao assunto do que ele merece.

Quanto à entrevista do PM, que dizer? Repararam no pequeno detalhe sobre os professores? Ainda bem que "o tiro saiu-lhe pela culatra". Já não há paciência e pronto!

7:36 PM  

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