Em geral, os Finlandeses não são (muito) ricos pois o próprio Estado encarrega-se de nivelar os rendimentos pela mediania: quem mais ganha, mais paga. A fórmula parece estar plenamente aceite: cidadão remediado, Estado forte, protector e parternalista.
Quem quer ganhar dinheiro, vai para a Noruega. Esse sim, é um país capitalista.
Os serviços sociais finlandeses são, na generalidade, bons:
1. as grávidas têm direito a um máximo de três anos de licença: no primeiro ano têm direito a vencimento por completo e nos dois seguintes, sofrem um abatimento no salário;
2. o sistema nacional de saúde funciona;
3. o sistema de ensino público é eficaz, segundo os estudos internacionais (e mais não digo, deixarei isso para depois).
Isto não quer dizer que haja falhas: os dentistas do Estado são menos bons (há Finlandeses que dizem que são mesmo maus!) e, mesmo assim, é necessário esperar cerca de 3/4 meses para ter acesso a um. E pensamos nós que só em Portugal.
É claro que podes contornar o sistema: telefonas para o centro de saúde e dizes que não podes com as dores. Foi o que fiz. E fui atendido no dia seguinte. Agora vou ao privado.
Numa outra ocasião, deu-me para rir: num centro de saúde, sou atendido por uma enfermeira que estava a fazer a triagem. Esperarei mais de duas horas para tal! E, quando lá entrei, pede-me ela para classificar a minha dor numa escala de 1 a 10. Eu, lamechas, disse 7. "Oh, that must be a really strong pain"-respondeu ela. E, sendo uma segunda, marcou-me consulta para a quarta. Fiquei a matutar se seria uma questão de confiança ou de mera ingenuidade.
Na quarta, evidentemente, a médica "deu-me nas orelhas", pois claro:)... E, solicitando eu uma consulta de especialidade (coisa banal, pensava eu) , ela "recomendou-me" o privado. Como admitem alguns Finlandeses, os serviços sociais já não são o que eram. Os efeitos da Europa liberal também já cá chegaram e estão para ficar. O grande desafio é, sem dúvida, manter o Estado-providência em conjunto com uma economia competitiva.
Quem quer ganhar dinheiro, vai para a Noruega. Esse sim, é um país capitalista.
Os serviços sociais finlandeses são, na generalidade, bons:
1. as grávidas têm direito a um máximo de três anos de licença: no primeiro ano têm direito a vencimento por completo e nos dois seguintes, sofrem um abatimento no salário;
2. o sistema nacional de saúde funciona;
3. o sistema de ensino público é eficaz, segundo os estudos internacionais (e mais não digo, deixarei isso para depois).
Isto não quer dizer que haja falhas: os dentistas do Estado são menos bons (há Finlandeses que dizem que são mesmo maus!) e, mesmo assim, é necessário esperar cerca de 3/4 meses para ter acesso a um. E pensamos nós que só em Portugal.
É claro que podes contornar o sistema: telefonas para o centro de saúde e dizes que não podes com as dores. Foi o que fiz. E fui atendido no dia seguinte. Agora vou ao privado.
Numa outra ocasião, deu-me para rir: num centro de saúde, sou atendido por uma enfermeira que estava a fazer a triagem. Esperarei mais de duas horas para tal! E, quando lá entrei, pede-me ela para classificar a minha dor numa escala de 1 a 10. Eu, lamechas, disse 7. "Oh, that must be a really strong pain"-respondeu ela. E, sendo uma segunda, marcou-me consulta para a quarta. Fiquei a matutar se seria uma questão de confiança ou de mera ingenuidade.
Na quarta, evidentemente, a médica "deu-me nas orelhas", pois claro:)... E, solicitando eu uma consulta de especialidade (coisa banal, pensava eu) , ela "recomendou-me" o privado. Como admitem alguns Finlandeses, os serviços sociais já não são o que eram. Os efeitos da Europa liberal também já cá chegaram e estão para ficar. O grande desafio é, sem dúvida, manter o Estado-providência em conjunto com uma economia competitiva.

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